Apresentação
A Biblioteca Digital Latino-Americana de Revistas de História (BLARH) é uma plataforma digital dedicada ao mapeamento, organização e divulgação de periódicos acadêmicos de História publicados online em países da América Latina.
O projeto teve início em janeiro de 2025, por iniciativa de professores e estudantes envolvidos com o gerenciamento da revista Crítica Historiográfica, periódico mantido por grupos de pesquisa vinculados a programas de pós-graduação em quatro universidades: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade do Vale do Acaraú (URCA) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O propósito da base é reunir, em um único espaço, informações sistematizadas sobre revistas da área, seus produtos editoriais, formas de acesso e dados relevantes, contribuindo para instrumentalizar as aulas de Metodologia da Pesquisa Histórica, Didática da História, Teoria da História e História do Ensino de História.
Fase experimental
Entre março e agosto de 2026, a Base será operada em fase experimental, período destinado a testes, revisão de dados, ajustes técnicos e aprimoramento da estrutura de navegação e organização das informações.
Nessa etapa, o design é simples: disponibilizamos todas as possibilidades de filtro e um extenso número de registros por vez, em ambiente de teste e revisão contínua.
Nesta publicação local, o portal reúne [número automático] registros de [número automático] revistas de História, distribuídos em [número automático] países. Os números são recalculados a partir do resumo da API, sem baixar o catálogo completo para esta página.
As revistas serão integradas progressivamente ao longo desse período. Nesta etapa inicial, a base contempla periódicos publicados em [países integrados], com previsão de ampliação gradual para os demais países da América Latina até agosto de 2027.
Coleta dos dados
O trabalho é desenvolvido por meio de levantamento contínuo de periódicos e consulta a páginas institucionais, sendo disponibilizada atualização trimestral da lista de revistas acompanhadas.
Operacionalmente, revista de História pode ser definida como uma publicação periódica continuada, organizada em fascículos sucessivos com marcação numérica e/ou cronológica, voltada especificamente para a circulação, seleção e consulta não contínua de conteúdos relativos ao conhecimento histórico.
Ela funciona como instrumento de divulgação de pesquisas originais, revisão da literatura, afirmação de autoria e manutenção de padrões de qualidade, ao mesmo tempo em que constitui um espaço de sociabilidade intelectual, distribuição de prestígio e consolidação de regras próprias do profissional de História.
Quando adjetivada como “de História”, a revista passa a designar um artefato institucional ligado à profissionalização, institucionalização e autonomização da disciplina, servindo à difusão de métodos, códigos éticos, debates historiográficos, resenhas e resultados de pesquisa que orientam a inclusão legítima dos agentes no domínio disciplinar da História.
Por tratar-se de uma iniciativa em permanente construção, convidamos a comunidade acadêmica a colaborar com sugestões de periódicos ainda não cadastrados, atualização de informações ou indicação de eventuais equívocos.
As contribuições podem ser encaminhadas para criticahistoriografica@gmail.com.br. A coordenação do projeto é de responsabilidade de Itamar Freitas, professor do Programa de Pós-Graduação em História (PROHIS), Mestrado Profissional em História (ProfHistória) e do Departamento de Educação da UFS e os trabalhos de construção e manutenção do site estão a cargo da Softeam – Empresa Júnior de Computação, da UFS.
Processamento dos dados
Os dados são extraídos de páginas institucionais das revistas, sumários de fascículos, arquivos em PDF, metadados OJS e, quando necessário, páginas individuais dos artigos. O processamento combina revisão manual, rotinas de planilha e banco de dados, scripts de conferência e apoio de modelos de Inteligência Artificial Generativa.
Após a coleta, os registros passam por auditoria editorial. Títulos, autorias, referências, resumos, links, volume, número, ano, país e gênero textual são conferidos em relação às páginas oficiais das revistas, sempre que elas estão disponíveis. Quando há divergência entre o registro local e o sumário oficial, prevalece a informação publicada pela revista.
Na autoria por extenso, padronizamos a separação entre autores: dois autores são ligados por “e”; três ou mais autores recebem vírgula entre os primeiros nomes e “e” antes do último. Nas referências completas, os nomes são mantidos no padrão bibliográfico, com sobrenomes em destaque e autores separados por ponto e vírgula.
Os resumos são preservados em sua forma original quando publicados em português. Quando um registro único apresenta resumo apenas em língua estrangeira, ele pode ser traduzido para o português em etapa própria de revisão. Quando não há resumo oficial substantivo, o registro permanece marcado como “[Resumo ausente]”, sem criação automática de texto explicativo.
Os links são preservados como caminhos de verificação: em alguns casos conduzem à página do artigo; em outros, ao PDF ou ao arquivo disponibilizado pela revista. Sempre que existem versões múltiplas de um mesmo item, priorizamos a versão em português e evitamos manter duplicatas derivadas apenas de tradução do resumo ou do título.
Os títulos das revistas são padronizados considerando, sempre que possível, a grafia institucional adotada pela própria publicação. Como uma mesma revista pode variar a forma do nome no menu, na página “sobre” e no “foco e escopo”, registramos uma forma estável para permitir busca, contagem e comparação ao longo de todo o ciclo de vida do periódico.
Gêneros textuais recategorizados
Os gêneros textuais são recategorizados para facilitar a consulta e reduzir a dispersão criada por rótulos editoriais muito específicos, nomes de dossiês, chamadas de seção ou variações de idioma. O objetivo é permitir que o usuário compare produtos semelhantes entre revistas diferentes.
Privilegiamos os gêneros ligados à atividade editorial final da revista. Por isso, ficam fora do banco listas de pareceristas, listas de editores, membros de conselho editorial, expedientes, informações administrativas e itens semelhantes, salvo quando forem publicados como textos autônomos relevantes para a história do periódico.
Durante a revisão, rótulos como “Artigos”, “Artigo”, “Artigos livres” e equivalentes são reunidos em “Artigo livre”; textos de dossiê são recategorizados como “Artigo de dossiê”; e apresentações, editoriais, entrevistas, resenhas, traduções e relatórios recebem categorias próprias quando identificáveis.
- Acervos / fontes / transcrição
- Apresentação de dossiê
- Apresentação de número / volume
- Artigo de dossiê
- Artigo livre
- Biografia
- Caderno de resumos
- Carta ao editor
- Carta do editor
- Editorial
- Ensaio
- Entrevista
- Errata
- Necrológio
- Notas de pesquisa
- Notas de leitura
- Parecer
- Relato de experiência / campo
- Relatório de estágio
- Relatório técnico
- Resenha
- Resumo de tese
- Resumo de dissertação
- Resumo de monografia / TCC
- Trabalho publicado em anais
- Tradução
Volumes, números e cobertura
Os indicadores de volume, número e ano são preservados porque ajudam a localizar cada texto no ciclo editorial da revista e permitem conferir se determinado item pertence a um fascículo, dossiê, número especial ou fluxo de publicação contínua.
Nem todas as revistas usam esses marcadores da mesma forma. Algumas trabalham com volume e número; outras usam apenas ano, volume anual, número contínuo, edição especial ou publicação contínua. Quando a informação não aparece de modo explícito no sumário oficial, o campo pode permanecer vazio para evitar inferências indevidas.
A cobertura da BLARH é progressiva. Em algumas revistas, já foram incorporados longos períodos retrospectivos; em outras, a coleta começa pelos anos mais recentes e avança em blocos sucessivos. Por essa razão, a ausência de um ano, volume ou número no portal não significa necessariamente que o fascículo inexista: pode indicar etapa ainda não processada, página oficial indisponível ou revisão pendente.
Para controle editorial, mantemos relatórios de auditoria por revista, com indicação de registros atualizados, registros incluídos, autorias corrigidas, resumos preenchidos e eventuais lacunas remanescentes. Para o usuário final, a cobertura efetivamente carregada pode ser verificada pelos filtros de revista, país, ano, gênero textual, volume e número na página principal.
Lista das revistas por ano inicial/final de registros
A lista completa de revistas acompanhadas pelo projeto é atualizada trimestralmente. Nesta versão local do portal, a cobertura efetivamente disponível pode ser conferida pelos filtros de revista e ano na página principal.